90 Minutos em Yap Caverns

Texto de: B_rad

O dia em que você leva seu equipamento macro para o recife é certamente aquele no qual algum grande animal vai dar um show a poucos metros de você. Há uns dias atrás não foi diferente comigo, quando entrei num barco rumo sul para o point de Yap Caverns e paredes adjacentes.

Há todo tipo de coisa acontecendo ali, em qualquer profundidade e de qualquer tamanho… não há point mais diverso aqui na ilha do que a ponta mais sul da barreira de recifes.

Diving YapA primeira coisa que eu faço nesse point é olhar por cima da parede e ver o que anda passando lá no fundo. A pouco mais de 30 metros há um pequeno cabeço de coral com bodiões-limpadores de uns 15 cm que são frequentados por tubarões recifais e tartarugas.

Eu passei os primeiros 10 minutos a uns 30 metros, observando cinco animais circulando o local e chegando para uma limpeza – uma amostra muito legal de comportamento.

Um dia destes as estrelas vão estar alinhadas a meu favor e vou estar do outro lado deles, fotografando silhuetas de tubarões de recife sendo limpos ao fazer paradas de cauda na correnteza, com os peixinhos hiperativos rodando seus orifícios e dobras.

Bom, aí está então, uma foto com lente macro 50 mm de um tubarão de recife de dois metros com um bodião saindo de suas fendas branquiais.

Diving Yap

 

 

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No lado menor…

Se você gosta de Macro, esse point é dos melhores. Em Agosto, para a Manta Fest, Marty Snyderman estava nos contando sobre sua missão de fotografar dartfish na parede; quando ele mergulhou para isso teve de passar reto em várias oportunidades macro únicas para não se distrair.

Garoupa-do-coral sendo limpa, “vai andando, Marty”… caranguejo-porcelana sentado sobre seus ovos, “segue adiante, Marty”… e assim por toda a parede de coral abaixo.

Diving Yap

 

IMG_6055Há alguns lugares-chave que eu sempre checo nesse point – um cabeço de coral tem uma estação de limpeza para moréias e oriental sweetlips, e em geral sempre tem atividade lá.

Dois tipos de camarões-limpadores e bodiões-de-listra-azul trabalham em seus clientes ali, e você pode chegar bem perto para registrar o comportamento com suas lentes.

Eu chequei os hotspots que conheço e comecei a flutuar lentamente entre os pináculos, checando o que havia para fotografar.

Havia bodiões-dragão juvenis, move-pedras em miniatura e outros bichos legais circulando em volta do coral-mole, mas eu ainda não aprendi a dominar a técnica de fotografar alvos móveis em macro com a minha tralha, então fiquei limitado a registrar aqueles que me deram oportunidades mais fáceis de fotografar.

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Diving Yap

O grande prêmio do cartão de memória cheio nesse dia veio na forma de um grande peixe-escorpião. Nosso guia Gordon me encontrou com a cabeça enfiada embaixo de uma pedra e fez sinal de “siga-me”, cortando momentaneamente meu esforço de macro ali.

Primeiro ele me mostrou um nudibrânquio gigante na areia, sentado em uma fita de ovos, e depois um peixe-escorpião no alto da borda de um pináculo de coral.

Eu tinha há pouco dito para alguém que queria fotografar um desses bichos – e aqui estão minhas primeiras impressões macro dele!

Outra dica de profissional que foi dada durante a Manta Fest 2013 foi de David Fleetham, quem disse que o seu melhor recurso é o guia de mergulho – esses caras sabem melhor do que ninguém onde olhar, e têm os olhos muito bem treinados.

Mesmo com a ponta do “apontador” de Gordon a poucos centímetros do peixe-escorpião, eu ainda estava com minha palma da mão para cima e sacudindo a cabeça com uma cara de “o que? onde?”

Então ele apareceu pra mim. Eu estava procurando algo com 3 ou 5 centímetros, mas ali estava um peixe de uns trinta centímetros que não podia estar melhor camuflado.

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IMG_6307Você sabe que está em um bom point de mergulho quando esteve lá embaixo por 90 minutos, seu computador indica que seu tempo não-descompressivo está zerado e está lhe xingando… e você ainda queria mais.

Em geral os visitantes são levados a um tour pelas passagens das cavernas, depois sobem pela parede do recife – mas se você conhece o lugar, ou pergunta aos seus guias locais o que há para ver, você pode querer mudar seu plano de mergulho.

Dica local: confira a atividade lá no fundo primeiro e deixe as passagens nas cavernas para a sobremesa.

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